domingo, 6 de abril de 2025

Vitória x Flamengo

    

Campeonato Brasileiro/2025 - Série A - 2ª Rodada

Domingo, 6 de Abril de 2025, as 18:30h (USA ET 17:30h), no Estádio Manuel Barradas ou "Barradão", em Salvador/BA.

Vitória: Lucas Arcanjo; Cáceres, Néris, Zé Marcos e Hugo; Baralhas, Willian Oliveira e Ronald; Gustavo Silva, Wellington Rato e Janderson. Técnico: Thiago Carpini.

FLAMENGO: Rossi; WesleyLéOrtizLéPereirAlex SandroPulgarGérsoArrascaetaLuiAraújo
GonzalPlate BrunHenriqueTécnico: Filipe Luís Kasmirski.

Arbitragem: Rafael Rodrigo Klein (FIFA/RS), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Rafael da Silva Alves (FIFA/RS) e Michael Stanislau (AB/RS). Quarto Árbitro: Lucas Guimarães Rechatiko Horn (AB/RS). Assessores: Ednilson Corona (CBF/SP) Erich Bartolomeu Antas e Silva Bandeira (CBF/PE). Árbitro de Vídeo (VAR): Rafael Traci (Master/SC). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Helen Aparecida Gonçalves Silva Araújo (AB/MG) e Paulo Roberto Alves Junior (CD/PR). Observador de VAR: Ricardo Marques Ribeiro (CBF/MG). Quality Manager: Larissa Ramos Monteiro (CBF/RJ).

Transmissão: Premiere (sistema pay-per-view).


sábado, 5 de abril de 2025

Esquenta: Vitória x Flamengo, pela 2ª Rodada do Campeonato Brasileiro/2025

 

Salve, Buteco! Joguinho feio aquele na Venezuela, hein? Valha-me Deus! Tenho pensado, cá com os meus botões, se o Flamengo não anda dosando energia em alguns jogos. Não foi o caso da estreia no Campeonato Brasileiro contra o Internacional, que fique claro, mas em outros jogos, como o de anteontem, eu me pergunto se não aconteceu. Longas viagens, intervalo curto entre os jogos, contusões no elenco... 

Recordar é viver:

- Temos uma final muito importante no domingo. Temos que tentar ganhar. E na Libertadores temos um grupo onde podemos passar. Vamos jogar contra esse mesmo time em casa, vai ser outro jogo, a gente sabe disso. A temporada é muito longa. A Libertadores principalmente é um campeonato de segundo semestre. Você tem que se encontrar bem, o time tem que encontrar a forma de jogar e a confiança. Aí com certeza vamos ter a nossa chance de ganhar - afirmou Filipe. (GE, 6/4/2023)

"Estamos tentando controlar a carga para não fazerem dois jogos seguidos. Queremos que eles cheguem bem no Brasileirão. Não vou matar ninguém no Carioca. Se isso custar meu trabalho, azar. Quero ganhar o Carioca, não é desculpa. Os jogadores que jogarem é mais que o suficiente para ganhar." (O Globo, 8/2/2025)

Dosagem de intensidade e aumento de minutagem podem caminhar juntos. Vejam as declarações do nosso diretor técnico José Boto à FlamengoTV (MengoCast):

— A lesão faz parte do futebol. Há vários tipos de lesões, mas as lesões que temos tido até agora não são uma coisa que me preocupa tanto. Porque na Europa, quando se faz uma pré-temporada, há sempre muitas lesões. O jogador vem, tem que se condicionar... Eu tenho uma teoria diferente, vamos ver se tenho razão ou não: eu acho que agora, com a quantidade de jogos, os jogadores vão ficar mais preparados para terem menos lesões. (GE, 4/4/2025)

Na entrevista há mais detalhes, que envolvem a "Periodização Tática" e a crença, compartilhada por Mister Jorge Jesus, segundo a qual o jogador que permanece em campo por mais tempo fica melhor condicionado. Espero que seja verdade. Tiraremos a prova em breve.

Amanhã tem Campeonato Brasileiro, a prioridade da temporada, segundo amplamente divulgado pela Diretoria. Jogo fora de casa, mas com retorno de vários titulares, dentre eles Gérson e Arrascaeta. Meio mais povoado, para alívio da maioria no Buteco.

O GE aposta na seguinte escalação:

Rossi, Wesley, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Gerson, Arrascaeta; Luiz Araújo (De la Cruz), Plata e Bruno Henrique.

Pigmeu Charrua ou Luiz "Máscaraújo"? Por quem vocês optariam?

Do lado de lá, em contraste com o nome, o Vitória não sabe o que é vencer desde o 1x0 sobre a Cachorra de Peruca pela Copa do Nordeste, aos 19 de março. Quem conhece o clube afirma que o treinador Thiago Carpini está patinando sobre o gelo fino. A paciência dos dirigentes não costuma durar muito nesse tipo de situação, assim como o gelo debaixo do escaldante sol baiano.

Os próximos adversários do nosso próximo adversário serão Defensa y Justicia (f), Atlético/MG (f), Fortaleza (c) e Fluminense (c). Não terá vida mansa o rubro-negro baiano. Precisam de 3 pontos para ontem e deverão correr que nem coelhinho de desenho animado consegui-los. É hora de colocar em prática a teoria de José Boto.

O Flamengo não perde no Barradão desde 2013. De lá para cá, 3 vitórias e 1 empate no estádio. Que venha a quarta.

O Ficha Técnica subirá amanhã, ao raiar do sol, e a palavra, como sempre, está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Deportivo Táchira x Flamengo

 

Copa Libertadores da América - Grupo C - 1ª Rodada

Terça-Feira, 3 de Abril de 2025, as 21:30h (USA/ET 20:30h), no Estádio Polideportivo Pueblo Novo, em San Cristóbal, Venezuela.

Deportivo Táchira: Camargo; Rosales, Carlos Vivas, Maidana, Camacho e Tamiche; Cova, Requena e Saggiomo; Sosa e Castillo. Técnico: Edgard Pérez Greco.

FLAMENGO: Rossi; VarelaLéOrtiz, Léo Pereire AyrtoLucas; Pulgae DlCruzLuiz Araújo; MichaelCebolinhBrunHenrique. Técnico: Filipe Luís Kasmirski.

Arbitragem: Gery Vargas (FBF/Bolívia), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 José Antelo (FBF/Bolívia) e Edwar Saavedra (FBF/Bolívia). Quarto Árbitro: Javier Revollo (FBF/Bolívia). Árbitro de Vídeo (VAR):  Wilfredo Campos (FBF/Bolívia). Auxiliar de Vídeo (AVAR): Juan Nélio Garcia (FBF/Bolívia). Assessor de Árbitros: Luiz Sánchez (FVF/Venezuela). Quality Manager: Rodney Aquino (FPF/Paraguai).

Transmissão: ESPN (TV por assinatura) e Disney+ (Internet streaming). 


Esquenta: Deportivo Táchira x Flamengo, pela 1ª Rodada do Grupo C da Libertadores da América/2025

 

Salve, Buteco! Quase 34 anos depois, o Mais Querido volta a San Cristóbal, na Venezuela, para enfrentar o Deportivo Táchira no Polideportivo de Pueblo Novo, pela Fase de Grupos da Libertadores da América. Com 3 gols de Gaúcho, na noite de quinta-feira, 18 de abril de 1991, o Mais Querido venceu o adversário de hoje à noite por 3x2, levando um susto após abrir 3x0 no placar. Típico, concordam?

A cancha da peleja de hoje foi remodelada em 2006 e atualmente abriga confortavelmente 42.000 pessoas, já tendo sido bastante utilizada pela Seleção da Venezuela em jogos oficiais pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Contudo, La Vino Tinto não joga por lá desde 2018. A imagem abaixo não deixa dúvida que o estádio não será problema para o Flamengo na noite de hoje. Tem até pista de atletismo em volta do campo. Uma bela e inspiradora paisagem, por sinal.


O que pega em qualquer jogo do Flamengo nesse início de temporada/2025 é a quantidade de desfalques. Hoje, SuperFili, nosso dublê de ídolo e treinador, mais uma vez terá poucas opções de qualidade para o meio e muitos atacantes a sua disposição, dadas as ausências de Gérson e Arrascaeta.

Nosso Amado Thiago descobriu esse fio no Twitter, escrito por um membro da FlaTT, que descreve em tatiquês (idioma muito utilizado nos dias atuais) como jogam os adversários do Mais Querido no Grupo C, dentre eles o Táchira:

Deportivo Táchira (Venezuela)

Estrutura Tática: O Táchira costuma jogar em um 4-4-2 flat ou 4-2-3-1, com uma proposta mais reativa e foco nas transições rápidas.
Organização Ofensiva: A saída de bola é pragmática, muitas vezes com bolas longas dos zagueiros para o centroavante, que atua como referência fixa na área. Os meias e wingers buscam rupturas verticais em velocidade, explorando espaços nas costas da defesa adversária.
A criação depende de jogadas pelos flancos, com cruzamentos altos para o pivot ou infiltrações de apoio.
Organização Defensiva: Priorizam um bloco baixo-médio, com forte compactação horizontal para fechar linhas de passe interiores. A marcação é mista, combinando pressão individual no portador e cobertura coletiva nas laterais. A recomposição é lenta, o que pode ser um ponto fraco contra equipes intensas.
Ponto Forte: A simplicidade na execução e a capacidade de explorar contra-ataques diretos.
Desafio contra o Flamengo: Sem grandes nomes ou sofisticação tática, o Táchira terá dificuldade contra a pressão alta coordenada do Flamengo, que pode forçar erros na saída e dominar o terço médio. A ausência de altitude como vantagem (diferente de outros venezuelanos como o Caracas) e a fragilidade física limitam suas chances em San Cristóbal.

Agradeço ao Thiago pela descoberta e ao AlbuquerqueRN (@AlbuquerqueRN) pela análise. Não vi absolutamente nenhuma outra sobre o nosso adversário venezuelano. A partir dela, acredito que o jogo já possa ser pré-visualizado: Flamengo subindo as linhas e pressionando a saída de bola aurinegra.

O que vocês fariam? 4-2-4, 4-3-3 ou 4-4-2? O problema de povoar o meio é escalar peças como Allan ou Evertton Araújo. Algum de vocês, sinceramente, acha que Pulgar e De la Cruz com 4 atacantes a sua frente é menos criativo do que Pulgar, Allan e mais 3 atacantes? Além disso, será que, para essa estratégia, mais jogadores no meio seria a escolha ideal? 

Do 4-4-2 eu nem cogito. Teria que utilizar Matheus Gonçalves centralizado e até o momento o Cria não disse a que veio fora da função "facão de fora para dentro" da direita para o meio, uma espécie de Everton Ribeiro mais elétrico, com mais cabeça e menos cérebro. Daí eu não conseguir criticar com convicção o 4-2-4, acaso venha a ser adotado, entendem?

Essa temporada está demorando para pegar fogo. Estou ansioso para a torcida voltar a lotar os estádios (até aqui, só o Fla-Flu da finalíssima - 69.393) e a sinergia entre a Nação e o time retornar. Para tanto, o Flamengo precisa começar a vencer.

Que venha a vitória, dessa vez tranquila, sem sustos.

Mandem aí as suas escalações. Segue a minha:

Rossi, Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar e De la Cruz; Luiz Araújo, Michael, Juninho X e Bruno "Rei dos Clássicos" Henrique.

Que São Judas Tadeu nos abençoe nessa estreia.

Pra cima deles, Mengão!

O Ficha Técnica subirá as 19:00h, a bola rolará as 21:30h e a palavra, como sempre, está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

O Deportivo Táchira

Imagem extraída de https://deportivotachira.com/
Clique na imagem para uma melhor resolução

 

Salve, Buteco! Para falar sobre o nosso adversário de amanhã, eu, que nasci em 1969, preciso, antes, discorrer sobre como era o futebol venezuelano na época em que o clube foi fundado, aos 11 de janeiro de 1974. Minhas primeiras memórias são os confrontos da Seleção Brasileira contra a Venezuelana, cujo histórico na época diz muita coisa: nos dezessete primeiros confrontos, desde o ano em que nasci, foram massacrantes dezessete vitórias brasileiras, com 78 gols contra apenas 4 da La Vino Tinto.

O primeiro gol venezuelano no Brasil ocorreu na Copa América de 1989, na Fonte Nova, em Salvador, Bahia, e foi marcado por um uruguaio naturalizado, de nome Maldonado, ex-jogador do próprio Táchira e que acabou jogando por um ano no Fluminense, em 1992, compondo o elenco que foi vice-campeão da Copa do Brasil.

Portanto, o futebol venezuelano era um retrato de sua profissionalização tardia, em 1957, e do início da participação dos clubes de fora da capital apenas a partir de 1965. Quase uma década depois, foi fundado o Deportivo San Cristóbal, que viria a ser rebatizado como Deportivo Táchira FC e se tornar um dos dois maiores clubes do país, contando com uma torcida fanática, presente em todo o território do país.

O campeonato venezuelano, nicho no qual o Táchira cresceu e se desenvolveu, adotou o formato apertura e clausura, em vigor até hoje, somente na temporada 1996/1997. Até então, o nosso próximo adversário possuía 3 títulos, mesmo número de seu arquirrival Caracas FC, com o qual disputa a condição de principal clube do país e o chamado "Clásico del Fútbol Venezoelano"

Até aqui, El Carrusel Aurinegro tem uma vitória a mais do que Los Demonios Rojos - 39v contra 38d e 51 empates em 128 partidas jogadas em confronto direto. Em compensação, Los Rojos del Ávila têm um título nacional a mais (12x11).

Com um campeonato melhor estruturado, o futebol venezuelano progrediu e, em 6 de junho de 2008, no Gillette Stadium, em Foxborough/USA, La Vino Tinto venceu pela primeira vez a Canarinho, então comandada por Dunga: 2x0, gols de Maldonado (o nome persegue a Canarinho) e Vargas.

La Vino Tinto mostrou que está mais competitiva. Não conseguiu vencer o Verde e Amarelo novamente, mas desde então "só" perdeu 7 vezes e arrancou 4 empates, dois deles nos últimos dois confrontos. Hoje já tem jogadores que exibem categoria se destacam em grandes clubes do futebol brasileiro, como Savarino e Soteldo, e até no futebol europeu. 

Contudo, no elenco atual, o Táchira tem como representante apenas o zagueiro Carlos Vivas, de 22 anos, o qual, porém, após a convocação para o amistoso em janeiro (1x3 EUA), não foi chamado para as duas últimas partidas, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo 2026. A distância entre o plantel e a força competitiva do selecionado vinho tinto e os principais clubes do seu país é muito grande. 

Um espelho desse fosso de competitividade é o desempenho recente na Libertadores: nos últimos dez anos, o Táchira conseguiu passar pela Fase de Grupos em uma única ocasião, na edição de 2016, quando foi eliminado, nas oitavas de final, pelo Pumas (Universidad Nacional) do México (1x0 e 0x2).

Foi uma boa campanha, se considerarmos a (muito) maior força do futebol mexicano e que, no Grupo 7, os aurinegros superaram Olimpia e Emelec, ficando atrás apenas e justamente do Pumas. Antes disso, o Táchira só havia feito melhor campanha em 2004, quando não só se classificou na fase de grupos (10 pontos contra 11 do River Plate no Grupo 6), como eliminou o Nacional de Montevidéu nas oitavas e caiu para o São Paulo nas quartas.

Essa, porém, nunca foi a regra, inclusive nos últimos 10 anos, como eu ia dizendo. Nas últimas 3 participações, uma queda na segunda fase e duas eliminações na Fase de Grupos. Em ambas, contudo, o Táchira logrou ficar na terceira posição e se classificar para a Copa Sul-Americana. 

Em 2022 não foi páreo para o Palmeiras e seus extravagantes 18 pontos, mas em 2021 os venezuelanos venceram as três partidas em San Cristóbal e ficaram a apenas 1 ponto do Internacional e empatados com o Olimpia no quesito, porém com um pior saldo de gols.

Ainda assim, a realidade de 2021 parece bem distante.

Na Libertadores/2025, o Táchira entra na vaga de campeão venezuelano da temporada 2023/2024. No Clausura em curso (2024/2025), ocupa a vice-liderança pelos critérios de desempate, já que 4 clubes somam 18 pontos na tabela. Até aqui, são 5 vitórias, 3 empates e uma derrota, com 12 gols marcados e 6 sofridos.

Segundo o Transfermarkt, seu elenco, treinado pelo ex-atacante Édgard Fernando Pérez Greco, está avaliado em € 6,75M, algo incomparável com os  219,15M do Clube de Regatas do Flamengo ou mesmo com os € 21,00M da LDU e os € 13,78M do Central Córdoba, segundo o mesmo site.

Para vocês terem outro parâmetro, quando faço o mesmo post sobre adversários equatorianos, sempre aparecem talentos das divisões de base das respectivas seleções nacionais compondo o elenco principal, o que simplesmente inexiste na atual versão do Táchira. Os desconhecidos atletas argentinos do plantel me fazem lembrar dos chilenos Unión La Calera, Ñublense e Palestino.

"Opa! Você disse Unión La Calera, Ñublense e Palestino, Gustavo?!"

Sim, eu sei, eu sei (risos), mas este é o Flamengo de SuperFili e, portanto, o prognóstico não pode ser outro que não a vitória, mesmo com todos os desfalques e em se tratando de uma estreia e de um provável bom público no Estádio Polideportivo de Pueblo Novo (1.050msnm), que tem capacidade para receber 42.000 pessoas.  

O Flamengo é favorito e a expectativa de vitória é natural. Logo, sem crises pessimistas, por gentileza (muitos risos).

Amanhã a gente se vê novamente no Esquenta.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

segunda-feira, 31 de março de 2025

Notas Sobre a Estreia

 

Salve, Buteco! Bem, que o jogo seria duro até as pedras já sabiam, certo? Mas talvez tenha surpreendido muita gente (eu incluso) como o jogo foi amarrado até o gol do Inter. Gol que surgiu na primeira e única (salvo engano) finalização a gol do nosso adversário na partida. Um erro coletivo nascido da perda de bola de Léo Ortiz (que voltou trotando) no ataque e que também passou pela falta de recomposição de Luiz Araújo, na falta de combatividade de Wesley, que deixou Bernabei cruzar, e na falta de leitura da urgência da jogada por parte de Alex Sandro, que deixou Bruno Henrique (volante ex-Palmeiras) livre para finalizar cara a cara com Rossi e abrir o placar.

Até então, o Flamengo não conseguia acelerar e nem imprimir intensidade ao seu jogo. Estava amarrado pela linha de 5 do Inter. Muito embora SuperFili tenha declarado, na coletiva pós-jogo, que o time se adaptou rapidamente a essa inovação tática, incomum no time de Roger Machado, a verdade é que a mudança de postura só ocorreu na volta do intervalo. No terço final do primeiro tempo, o Inter estava melhor até as equipes descerem para o vestiário.

Talvez algumas escolhas tenham sido equivocadas, como bem observou o competente Raphael Rabello, do Falando de Tática:

Filipe mudou o bloco alto. Inicialmente marcando zonal e depois com um encaixe, na minha visão errado, com o BH encaixado no Fernando e o LA batendo com o zagueiro Juninho. Com isso, Bernabei é o homem livre. Precisa ajustar esse encaixe e ser mais intenso nessa subida de bloco.
Construindo, falta velocidade na circulação da bola. Com a linha de 5 do Inter, usar os lados ficou um pouco mais complicado. Gerar dinâmicas de cruzamentos antecipados pode ser interessante, já que o Flamengo tem vencido os duelos aéreos ofensivos.
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Mas como eu ia dizendo, o time foi outro na volta do intervalo. E depois do empate com Léo Pereira, a virada não veio por um detalhe. Juninho já havia perdido gols na primeira etapa e por muito pouco não marcou o segundo gol rubro-negro. A trave atrapalhou. 

Nosso novo atacante é um jogador muito bom no plano tático - velocidade, força, movimentação, combate à saída de bola adversária e posicionamento para finalizar. Muitas valências. Só que, até aqui, falta qualidade justamente no toque final.

Aliás, algo bem curioso acontece com a sua bola aérea ofensiva. Normalmente, o mais difícil é o jogador acertar a posição para finalizar e o tempo de bola para da cabecear. Nada disso é problema para o nosso Xereca, e sim o último toque, aquele que faz a bola descansar no fundo da rede. 

Espero que seja apenas aquela dificuldade natural de quem está se adaptando. O certo é que, enquanto essa fase não for superada, o ideal é o Flamengo não depender das finalizações do nosso novo centroavante.

Filipe Luís x Roger Machado começa a se tornar um novo clássico entre treinadores brasileiros. As três partidas até aqui (1x1, 3x2 e 1x1) foram marcadas por duelos táticos de alto nível, com movimentos e respostas interessantes de ambos os lados, e muita alternância de domínio entre eles nessas três partidas. 

Contudo, em que pese o quadro de equilíbrio, prefiro SuperFili e acho que, no sábado à noite, os desfalques pesaram mais para o lado rubro-negro. O Flamengo esteve muito mais perto da vitória. Um pecado a bola do Juninho não ter entrado.

O treinador gaúcho evoluiu a olhos vistos. Parece um novo profissional desde a sua passagem pelo Juventude, em 2024. Muito mais consistente, atualmente o vejo como o maior adversário do nosso dublê de ídolo e técnico. Todavia, nota-se que, apesar de já ter um tempo de estrada, ainda precisa amadurecer. 

A agressão gratuita a Jorge Jesus é prova disso. Além de haver sido impreciso (pois quem pediu o telão foi Paulo Sousa), Roger foi ao mesmo tempo grosseiro, xenofóbico e corporativista.

Totalmente desnecessário...

O Mais Querido agora precisa virar a chave e pensar no Deportivo Táchira, adversário da próxima quinta-feira, pela estreia na Libertadores (Grupo C), no Estádio Polideportivo de Pueblo Nuevo, em San Cristóbal, Venezuela. Fala-se na volta de Gérson, o que, se vier a ser confirmado, já será uma tremenda mão na roda. Precisamos muito do nosso Capitão Coringa.

Convenhamos, algumas peças não funcionaram bem no jogo de sábado. Arrisco dizer que Michael e Luiz Araújo estiveram bem abaixo. Será que foi a maldição da Data FIFA? Aquela que faz com que o Flamengo sempre jogue mal no primeiro jogo seguinte?

Vi torcedores criticando SuperFili e a decisão de jogar em uma espécie de 4-2-4, com a penas dois meias (Pulgar e De la Cruz). Podem até estar certos. Só que nosso treinador estava entre a cruz e a espada. Contra um adversário tão forte contra o Inter, optar, por exemplo, por Allan no meio poderia ter sido fatal, a despeito da inegável subida de produção do volante neste ainda início de temporada/2025.

No frigir dos ovos, e apesar da perda de 2 pontos na estreia em casa, a frustração traz pelo menos o "lado bom" de conter a euforia e o oba-oba. É melhor mesmo que todos fiquem bem alertas. O elenco tem carências que só poderão ser supridas nas janelas do Super Mundial e na seguinte (segunda), ambas em tese com bem mais possibilidades do que a dos campeonatos estaduais do Brasil (atualmente em curso). Até lá, o Flamengo terá que se virar com o que tem.

Vou ficando por aqui. Na quarta-feira subirei o tradicional post sobre o adversário gringo da Libertadores.

A palavra está com vocês.

Uma ótima semana pra gente.

Bom dia e SRN a tod@s.